TRAVESSIA FATIMA/PORTO - abertas as inscrições. ALVALADE/PORTO COVO - abertas as inscrições para o autocarro. Publicado o Plano de Actividades para 2018. Ver calendário.

Papa Trilhos® - Fernão Ferro/Seixal

Os Papa Trilhos surgiram a partir de um grupo de amigos que têm em comum o gosto pelo BTT e cujo o lema é "Pedalar com a Natureza".

Aos domingos de manhã alguns elementos da equipa e outros amigos juntam-se para ir pedalar. Por isso se também quiseres ir pedalar, aparece no Parque das Lagoas de Fernão Ferro/Seixal (largo das festas populares - GPS 38,557800º -9,091630º), aos domingos, 08.30h (horário de inverno). Vê a mensagem de
"Ponto de Encontro" publicada todas as semanas onde são agendadas as voltinhas e passeios dessa semana. Uso obrigatório de capacete.
Contactos: papatrilhosbtt@papatrilhos.com

Nota: os participantes em voltinhas ou eventos Papa Trilhos aceitam a cedência dos direitos de imagem nas fotos tiradas para publicação no site.

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sexta-feira, 30 de março de 2018

Ecopista do Dão - 2018-03-28 - 100Km/869mD+

Reportagem por Paulo Alex

Em dia de Semana Santa, optei por conciliar uns dias de férias com uma visita até ao centro de Portugal. Um dos objectivos seria conhecer uma das ecopistas mais famosas de Portugal - estou a falar da Ecopista do Dão.

A extensão desta ecopista é de cerca de 49Km, com inicio em Viseu até Sta Comba Dão. Esta ecopista que já esteve no Plano de Actividades dos Papa Trilhos, tem o traçado da antiga linha ferroviária do Dão que foi desactivada em 1988. Atravessa 3 concelhos diferentes que também são diferenciados na cor do piso da ecopista. Em Sta Comba Dão tem a cor azul, Tondela é com o piso verde e finalmente Viseu tem o percurso a vermelho.

Para esta aventura, eu e a Papa Trilho Marlene (ainda se devem lembrar dela), madrugámos de forma a estarmos na estação ferroviária de Sta Comba Dão antes das 09.00h. Ainda vimos o comboio para Lisboa passar e depois das bicicletas preparadas, fomos para o inicio da ecopista que fica no final da estação. Optámos por fazer o percurso desde Sta Comba Dão até Viseu e regresso, pois estávamos hospedados nas redondezas. O carro ficou no estacionamento da estação, que tem espaço de sobra para quem queira fazer uma aventura semelhante.

Com o inicio do traçado um pouco escondido, lá estava a placa que identificava o local. Saímos e os primeiros kms foram com um declive descendente até chegarmos à ponte de ferro que atravessa o rio Dão. Este é também um dos pontos de interesse do percurso pela sua paisagem e singularidade do tipo de ponte, toda em ferro, com o piso em quadriculado que dá para ver para baixo - não aconselhado para quem tem vertigens.

Bem, a partir daqui é sempre a subir. Até cerca do Km 30 a subida não dá descanso. A inclinação não é nada de especial, pois sendo uma antiga linha ferroviária, o declive não poderia ser elevado, pois de outra forma não permitiria a circulação de comboios. Alguns destes kms vão paralelos ao rio, o que dá também alguma beleza ao percurso.

Somos também confrontados com a tragédia que assolou esta zona do país em Outubro passado, e para onde quer que olhássemos, vemos tudo queimado - as árvores, toda a vegetação, as proteções laterais da própria ecopista, os marcos que identificam os Kms da ecopista, tudo queimado! Uma paisagem triste que nos obriga a refletir sobre as atrocidades alheias que continuamos a ver impunes. Mas a pouco e pouco também já se consegue distinguir alguma vegetação verde a florescer e as próprias árvores com alguns pequenos rebentos.

No Km 30 fizemos a primeira paragem para um abastecimento ligeiro. Estávamos na antiga estação de Parada de Gonta. Ao longo do percurso, vamos passando as antigas estações. A maioria delas estão recuperadas, pelo menos o edifico principal e algumas têm algum comércio, nomeadamente pequenas zonas de cafés. Mas nesta altura do ano, estava quase tudo fechado, apenas no final da ecopista é que o café estava aberto.

Outro ponto alto do percurso e talvez o mais emblemático, é a passagem pela estação de Torredeita, onde podemos ver uma antiga locomotiva a vapor de 1885 e 2 vagões. Esta locomotiva está estacionada ao lado da estação e é possível visitar. Obviamente que aproveitámos para tirar algumas fotos. Estamos aproximadamente no Km 37.

Estes últimos 20Km são em sobe e desce, muito leve, que oscilam varias vezes entre a cota 370 e 440m.

A chegada a Viseu acontece muito timidamente, sem qualquer destaque para a identificação da ecopista, após pedalarmos cerca de 50Km e um pouco mais que 500m de acumulado positivo. Como estávamos na hora de almoço, fomos a um café perto para um abastecimento também ligeiro, para não irmos muito pesados para o regresso e também para não arrefecermos muito, pois as temperaturas estavam um pouco para o frio.

Fizemos o regresso exatamente com o percurso inverso. Todo o piso da ecopista é em asfalto com cerca de 3m de largura, uns poucos troços em obras, mas todos cicláveis, com alguns atravessamentos de estrada onde é necessário ter cuidado. Passámos também por 2 túneis - o de Figueiró com cerca de 40m e o maior com cerca de 200m onde não se vê rigorosamente nada lá dentro, o túnel de Santa Catarina; e 4 pontes de ferro - ponte do Mosteirinho (desenhada pelo Eiffel), ponte de Tondela, Ponte de Nagosela e a ponte sobre o rio Dão. Esta última era a antiga ponte ferroviária e que é a maior do percurso, e que foi entretanto recuperada.

Após 6h47m que saímos de Sta Comba Dão, estávamos nós lá novamente. Fizemos no total 05h46m a pedalar, ou seja, cerca de 1h de paragem, incluindo o tempo de almoço. Foram 100Km bastante agradáveis, num percurso onde a paisagem dos incêndios é marcante. De qualquer forma, o enquadramento paisagístico da ecopista é muito agradável, com destaque para as vistas sobre a Serra do Caramulo e o traçado junto ao rio Dão.

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