Lembretes desta semana:
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Reportagem por Filipe Campos
Domingo Magro de Carnaval, como é da praxe, ponto de encontro no Parque das Lagoas, para mais uma volta de BTT, e de realçar como o aspeto mais positivo, a ausência de chuva!
O pessoal foi chegando, e de repente, olham dois caramujos, um para o outro, “não foste ao Carnaval”?Perguntam vocês? o que este gajo está aqui a escrever? Fica para depois a explicação!
Vamos então, Ni ao comando, temos que pedalar, contornar a chuva, e procurar o melhor terreno.
Saímos de Fernão Ferro, direção à QT Conde/ ADQC, Azeitão ainda com a estrada por arranjar, e valas inesperadas pela frente, construídas pela força da natureza, Alcube, (nota: as bikes passaram, e conseguimos deixar um veículo de todo o terreno, atolado para trás (acho que alguém tirou fotos?…)Necessidades, a bela lagartixa a descer, que maravilha…e depois? Há que subir! Vamos lá então Cobra, e a seguir logo o Castelo de Palmela!
Porra…após uns meses, sem pedalar, imaginem a esfrega!
Depois foi descer, e o ponto agradável da manhã, café e pastel de nata!
A partir daí, tudo foi mais fácil, baterias carregadas e toca a descer.
Rumo à QT Conde, já mais fortes, tivemos que levar com uma chuva, embora calminha, mas teve quer ser, caso contrário, não era a mesma coisa.
Aproveito para agradecer a camaradagem deste grupo, em esperar sempre pelo companheiro, que está menos em forma!
Nesta volta, participaram: Paulo Alex, Ni, António Sá, Pacheco, Filipe Campos, e o amigo Eduardo Bikes. Foram 49 Km/ 567+.
Reportagem por Paulo Alex
Este domingo de manhã foi daqueles que fazem valer a pena calçar os sapatos, levantar cedo e pedalar. Às 08:40, com as bicicletas já prontas e o espírito leve, 5 Papa Trilhos arrancaram para mais uma aventura de BTT, com destino a um dos pedaços mais singulares da costa sul do Rio Tejo — a Cova do Vapor.
O trajeto que fizemos começou em Fernão Ferro e foi desenhado para equilibrar esforço, vistas e boa companhia. Ao longo de ≈49 km, passámos por misturas de zonas de estrada, trilhos costeiros e caminhos mais tranquilos, acumulando cerca de 381 m de desnível positivo na manhã fresca de domingo.

Foi um passeio com ritmo moderado — sem pressa, mas com vontade de sentir o vento e curtir cada quilómetro.
A Cova do Vapor é uma antiga aldeia de pescadores que ao longo dos anos cresceu em torno da fusão do rio com o oceano — uma zona balnear cheia de carácter e história, com ruas estreitas, casas pirâmidais e um ambiente diferente de qualquer outro cantinho da costa.
E como toda boa voltinha domingueira tem direito a “recompensa gastronómica”, antes de regressarmos parámos no café habitual para uma bola de Berlim suculenta 🥯 — tradição sagrada para quem já gastou tanta energia numa manhã assim.

Este passeio até à Cova do Vapor foi muito mais do que uma volta de bicicleta: foi um pequeno ritual de domingo que juntou natureza, exercício, convívio e sabores simples. Percursos como este — com trilhos variados, paisagens únicas e um destino com alma — são o tipo de programas que nos lembram porque é que adoramos pedalar.

Reportagem por José Palma
Em dias de eleições, nada como dar umas pedaladas para refrescar a
memória, e aproveitar a pausa temporária da chuva que já chateia e que não
abala.

Ponto de encontro habitual e 7 PTs corajosos no local para o que der e
vier. A decisão da escolha da volta não era fácil, a fim de evitar locais
alagados, mas o guia é de confiança e lá iniciámos a volta passando pelo
complexo do Pinhal General em direção aos Brejos de Azeitão, com paragem
surpresa para o café, a fim de carregar as baterias. Seguimos em direção a
Casais da Serra pelos Picheleiros, com subidas e descidas a rigor, entre charcos
e lagoas e quedas à mistura, animando a malta, porque faz parte do BTT.

Ajustando a bússola para o regresso, seguimos em direção ao estradão
do Perú, passando pela Quinta dos Catralvos e outros trilhos com muita água à
mistura e boa disposição.

Último esforço em direção a casa, com a cabeça mais arejada, com convicção
que precisamos de mais voltas destas para recuperar a forma, pois temos um
desafio importante que não tarda aí.

Participantes: Paulo, Ni, Vitor, Isabel, Amaro, Eduardo e Palma.
Reportagem por Ni San
Domingo friorento mas com vontade de exercitar as pernas, lá apareceram uns doidos no ponto de encontro. O guia apontou as baterias para o lado da Apostiça. Pelo caminho encontramos os trilhos com verdadeiros Lagos

Reportagem por Pedro Santos
Na véspera, os amigos Pedaleiros de Sintra combinam uma voltinha aqui pela margem sul e, como eu já não os via há… algum tempo, a ideia de os acompanhar começou a ganhar força.
Começa o desenho de uma ideia: Os Papa Trilhos iniciam pelas 8:30 em Fernão Ferro e os Pedaleiros de Sintra tinham ponto de encontro às 9:30, num ponto alcançável em 12 Km de BTT. Perfeito, a ideia começou a ganhar forma.
No momento de pôr em prática, em contraste com uma caminha bem confortável, estava um dia não exageradamente frio, mas com leve humidade aérea descendente, onde o São Pedro decidiu desrespeitar a meteorologia do Google. Mesmo assim, tivemos no ponto de encontro às 8:30, nove pedalantes que preferiram vestir o impermeável e pegar na bicicleta! Um pequeno sabor aos velhos tempos do, faça chuva, faça vento, eramos sempre aos mangotes!
Desafio lançado, de acompanharmos os Pedaleiros de Sintra, numa espécie de Festa Surpresa, com os horários dos barcos de retorno a Lisboa a servir de bitola para as agendas do nosso pessoal.
Era exequível! Aceitaram a ideia!
Carregando o ponto X no gadget tecnológico do Alex, surge a rota no visor, não havia por onde enganar: Era um “só” atravessar a Apostiça.
Já na logística dos Pedaleiros de Sintra, havia também um trajeto, com travessia do Tejo a iniciar-se nas docas de Belém para apanhar o barco das 8:30h. Há alguma ambição neste planeamento, porque haveria já uma deslocação em bicicleta, desde casa até ao cais, e depois do Porto Brandão até Marisol. Soou suficientemente ambicioso para não haver muitos voluntários a acompanhar o Paulo Rodrigues e o Bruno Rodrigues, motivando os restantes a irem de carro diretamente para o ponto de encontro.
Numa pontualidade típica dos nórdicos, conseguimos estar exatamente às 9:30 no ponto X, algures em Marisol, onde encontrámos seis pedalantes já preparados para a aventura.
Chegámos com o típico:
– Surpreeeeeeesaaaaaaaa!!!
– Não nos conhecem, não nos convidaram, mas vamos convosco!

Com a incerteza possível destas aparições não previstas, parece que a ideia foi bem recebida, e iniciamos a segunda parte da volta. Agora, era já oficialmente o passeio dos Pedaleiros de Sintra.
E conseguiram surpreender-nos com alguns Singletrack muito interessantes, algures entre a Apostiça e a zona da Caparica.

Nesta incursão, tivemos um retorno às famosas rotundas do BTT, desde árvores cortadas a impedir continuar a direção, como autênticas lagoas formadas onde antes estavam os estradões.

Muita lama, muita pasta com aspeto de lama mas de odores um pouco piores, muita areia, obstáculos no caminho, água de cima, água de baixo, foram as coisas que tornaram esta volta uma verdadeira voltinha de inverno!
Mesmo com quinze pessoas, foi possível um pequeno tresmalho, onde invocámos novamente a tecnologia para encontrar o grupo. Com tecnologia é muito fácil: O Gonçalo procura onde está o Alex e vamos na direção do Alex. Só que o Alex fez o mesmo e foi procurar o Gonçalo. De repente, a tenologia criou um “sistema circumciclobinário”. Interessante….excepto para os que tiveram de esperar um bocadinho que a brincadeira acabasse.
Quando a volta se aproximou das horas de almoço, começaram antão as trajetórias de retorno a casa.
O Amaro foi o primeiro a aventurar-se pela Apostiça, numa viagem solitária até casa.
Mais à frente, foi a hora dos Papa Trilhos agulharem novamente para casa. No ponto de despedida, a decisão era simples: Para a esquerda era a Caparica, para a direita era Fernão Ferro. Anda faltavam alguns km para poder chegar a casa, estávamos do lado de lá da Apostiça.
Optei por ficar e acompanhar os Pedaleiros de Sintra novamente ao ponto de início, desconhecendo de que ainda faltava muito da volta. Fizemos o circuito que desce para a Fonte da Telha com a consequente subida a ser feita por uns estradões pela encosta. Houve uma altura em que já doía um bocadinho…
Quando chegou a altura de virar para Marisol, o Paulo e o Bruno tinham um barco para apanhar, e optaram por seguir direto para Porto Brandão. Espero que possam ter, finalmente, ligado o motor elétrico das bicicletas, já que fizeram a voltinha em modo “desligado”. Estavam com 100% de bateria, por isso era só carregar no botão!
Já no final da volta dos Pedaleiros de Sintra, o pedido de “sandes de queijo” foi devidamente interpretado, e não era que tínhamos uma surpresa à chegada?

O grupo já era pequeno, por isso tivemos de comer a parte dos amigos que já tinham ido para casa. Um pequeno sacrifício que fazemos pelos amigos. Afinal de contas, temos de ser uns para os outros.
Paulo Alex, para a próxima, pedimos Caldo Verde!
Senti-me duplamente honrado, pelo que expresso aqui o meu enorme agradecimento aos dois grupos: Pela colaboração dos Papa Trilhos nesta surpresa, e pela receção dos Pedaleiros de Sintra que espero terem gostado.
Quanto às métricas da volta, temos múltiplas versões: Temos o meu, provavelmente uma versão híbrida mais extensa, temos a volta dos Papa Trilhos, e temos a volta dos Pedaleiros de Sintra. Já nem pergunto sobre a versão do Paulo e Bruno que ainda andaram a passear lá para os lados de Belém.
Conseguimos desenhar um belo Aranhiço!

A lista dos 15 heróis deste dia:
· Paulo Alex
· Isabel
· Vitor
· Amaro
· Gonçalo
· Palma
· Morais
· Eduardo
· Paulo Ferreira
· Paulo Rodrigues
· Bruno Rodrigues
· Nuno Coelho
· Nuno Rebelo
· João Mateus
· Pedro Santos
Nota: reportagem entregue fora de prazo