Reportagem de Ivo SanO sol acordou um pouco envergonhado, escondido por detrás das nuvens. Enquanto o despertador libertava um grito a dar as 6h50, o Papa Trilho Ivo lá se levantava com o maior sorriso estampado nos lábios.
Mala pronta? Feito! Bike pronta? Feito! Tomar o pequeno-almoço? Feito! Passear o cão? Feito! Com tudo isto feito, era só esperar pelo companheiro de pedaladas Edgar, pois havia desistido outro pedalante na véspera por motivos de saúde.
Cumprimentos efectuados, cavaqueira total, bikes para cima do carro, malas na bagageira do mesmo, mapa na mão (G.P.S. é coisa de meninos), cinto de segurança colocado, vamos partir… Ou não! O carro do Edgar não pega, várias tentativas e nada. Nem um sinalzinho de vida. Isto prometia.

Após vários minutos perdidos, e de uma viagem ao posto de abastecimento da BP na Moita no meu carro (ainda não percebi porque não tenho as malditas barras), para comprar uma bateria e nada. Só mesmo uns cabos para uma possível reanimação ao menino. Com um pouco de tosse lá começou a respirar, um ronronar tremendo, qual bateria nova qual quê. Nós vamos mesmo assim, carrega até lá, ou não fosse o espírito de descoberta e aventura que nos movimentasse. Acabamos por partir com mais de uma hora de atraso.
O destino era uma pequena localidade de nome Minde já inserida no parque natural da serra de Aires e Candeeiros, na qual iríamos deixar o tão polémico carro e onde acabaríamos por pernoitar.

Já com o carro arrumado na garagem, gentilmente cedida pelo proprietário da estalagem e devidamente equipados, lá seguimos para o nosso passeio. Seguimos inicialmente em direcção a Alcanena, passando por localidades com nomes no mínimo interessantes como Casais Robustos, Moitas Venda até Alcanena. Daí seguimos para Monsanto, Amiais de Cima e Vale da Trave, tudo por estrada nacional.

Pelo caminho começávamos a ficar ansiosos, pois a paisagem ao longe prometia.

Em Vale da Trave seguimos por um trilho muito bonito, onde estavam pedras e marcas no chão que assinalavam o caminho a tomar até ás grutas e algares, não fosse o parque da serra de Aires e Candeeiros o mais importante repositório de formações calcárias existentes em Portugal.

No meio do Vale, existente numa das muitas pedreiras estavam vestígios de pegadas de dinossauros, ainda tentamos acertar na qual seria, mas sem grande sucesso.

Uma das subidas que mais gozo nos deu a fazer, até ao miradouro onde tirámos a nossa linda foto de “grupo”.

De regresso fizemos o mesmo trajecto que nos tinha levado a tão belo sitio, onde todos os caminhos estavam que modos, emoldurados, por muros de pedra, com o verde sempre presente.

Foi um passeio muito agradável com cerca de 72Km, ao qual daria cinco estrelas não fosse a existência de mosquitos bastante persistentes nos trilhos mais técnicos, sendo assim dei 4,5 estrelas.