Chegados a Canha, fomos levantar os nossos dorsais. Havia filas organizadas pela 1ª letra dos nomes, mas os dorsais estavam misturados e a espera foi um pouco maior...
Começamos a preparar as nossas bikes. A chuva começou a cair e tivemos que improvisar. O lençol do Mário finalmente teve utilidade.
Formámos junto à linha de partida e já com algum atraso começámos a pedalar. Avizinhava-se um passeio com bastante chuva e piso a condizer. Estávamos psicologicamente preparados!
Demos a volta da praxe à vila e depois entrámos no mato. Apesar de o tempo estar embrulhado, não estava frio.
O percurso tinha zonas com muita lama e bastantes poças de água. Mesmo com a chuva que caiu durante a semana e no próprio dia da prova, não estava muito mau.
Rolámos a uma velocidade mais baixa e com um progressão mais lenta e exigente fisicamente. Inicialmente ainda evitávamos aquela e a outra poça, mas depois já estávamos por tudo.
A Marlene San, na sua estreia em maratonas, estreou-se também nos furos. O Paulo Alhinho foi obrigado a desistir por ter partido a corrente pela 2ª vez. A 1ª ainda conseguiu reparar, mas à 2ª já não houve nada a fazer. Seguiu a pé por um atalho após o 1º abastecimento.
A maior dificuldade estava nos 1ºs 20Km onde era o 1º abastecimento. Para surpresa nossa encontrámos o staff dos Papa Trilhos a controlar as operações, a fazer a cobertura fotográfica do acontecimento (embora o Sr. Rui só tenha filmado alguns!) e a apoiar o staff da organização.
O Paulo Alex San (eu!) aproveitou esta paragem para trocar a câmara de ar da roda de trás que também estava furada.
Seguimos viagem, na companhia das gotinhas de água que caiam sobre nós. Ainda só estávamos em metade da prova.
Nunca tínhamos ouvido as nossas meninas (bikes) a gemerem tanto. Eram barulhinhos daqui e acolá. A camada de lama já servia de protecção à pintura da bike.
Chegámos ao 2º abastecimento com os olhos já postos nas chegada. Faltavam +/- 3Km. O staff , muito amigável, forneceu-nos barras, sumos, águas. Marchou tudo, pois o esforço exigia alguma reposição de líquidos e alimentos.
Fomos em direcção à meta e à chegada tínhamos as famílias dos Papa Trilhos e os que já haviam terminado a apoiar.
A Marlene San, que foi muito requisitada nesta Maratona, deu 2 entrevistas. Não sabemos é onde vão passar as gravações.
De referir as estreias de alguns Papa Trilhos em Maratonas: A Marlene San, a Gina e a Helena San. Fizeram o percurso na integra, cumprindo com o objectivo de concluírem a prova. Estão de parabéns. Quem está também de parabéns é a Nelly que cortou a meta sendo a 1ª classificada das atletas femininas. O Rikybike San foi o 1º dos Papa Trilhos a cortar a meta na 27ª posição.
Tínhamos também 2 mangueiras para lavar as bikes (que bem precisavam) disponibilizadas pelos bombeiros.
Os banhos foram de água quente, o que soube muito bem depois daquela molha toda. O almoço estava à altura. O nosso conhecido que nos serviu no Papa Trilhos by night estava lá! Comemos um belo porco do espeto acompanhado com arroz de feijão, sopa e bebidas à descrição.
Foi um passeio muito agradável, onde o tratamento de pele à base de lama foi grátis. A organização foi boa e notou-se esforço e empenho neste evento. Para melhorar fica a forma como os dorsais são distribuídos. Também de referir a amizade e carinho com que receberam os Papa Trilhos.
Foram 42Km com 705m de acumulado de subidas.
Participantes (15): Rikybike San, Paulo Alex San, Mimosa San, Gina, Mario San, Marlene San, Nelly, Paulo Alhinho, Martinho, CaJo San, Helena San, Nitrobiker San, Luis Ferreira San, Ni San, Pedro Cunha
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