Reportagem por Pedro Santos
Na véspera, os amigos Pedaleiros de Sintra combinam uma voltinha aqui pela margem sul e, como eu já não os via há… algum tempo, a ideia de os acompanhar começou a ganhar força.
Começa o desenho de uma ideia: Os Papa Trilhos iniciam pelas 8:30 em Fernão Ferro e os Pedaleiros de Sintra tinham ponto de encontro às 9:30, num ponto alcançável em 12 Km de BTT. Perfeito, a ideia começou a ganhar forma.
No momento de pôr em prática, em contraste com uma caminha bem confortável, estava um dia não exageradamente frio, mas com leve humidade aérea descendente, onde o São Pedro decidiu desrespeitar a meteorologia do Google. Mesmo assim, tivemos no ponto de encontro às 8:30, nove pedalantes que preferiram vestir o impermeável e pegar na bicicleta! Um pequeno sabor aos velhos tempos do, faça chuva, faça vento, eramos sempre aos mangotes!
Desafio lançado, de acompanharmos os Pedaleiros de Sintra, numa espécie de Festa Surpresa, com os horários dos barcos de retorno a Lisboa a servir de bitola para as agendas do nosso pessoal.
Era exequível! Aceitaram a ideia!
Carregando o ponto X no gadget tecnológico do Alex, surge a rota no visor, não havia por onde enganar: Era um “só” atravessar a Apostiça.
Já na logística dos Pedaleiros de Sintra, havia também um trajeto, com travessia do Tejo a iniciar-se nas docas de Belém para apanhar o barco das 8:30h. Há alguma ambição neste planeamento, porque haveria já uma deslocação em bicicleta, desde casa até ao cais, e depois do Porto Brandão até Marisol. Soou suficientemente ambicioso para não haver muitos voluntários a acompanhar o Paulo Rodrigues e o Bruno Rodrigues, motivando os restantes a irem de carro diretamente para o ponto de encontro.
Numa pontualidade típica dos nórdicos, conseguimos estar exatamente às 9:30 no ponto X, algures em Marisol, onde encontrámos seis pedalantes já preparados para a aventura.
Chegámos com o típico:
– Surpreeeeeeesaaaaaaaa!!!
– Não nos conhecem, não nos convidaram, mas vamos convosco!

Com a incerteza possível destas aparições não previstas, parece que a ideia foi bem recebida, e iniciamos a segunda parte da volta. Agora, era já oficialmente o passeio dos Pedaleiros de Sintra.
E conseguiram surpreender-nos com alguns Singletrack muito interessantes, algures entre a Apostiça e a zona da Caparica.

Nesta incursão, tivemos um retorno às famosas rotundas do BTT, desde árvores cortadas a impedir continuar a direção, como autênticas lagoas formadas onde antes estavam os estradões.

Muita lama, muita pasta com aspeto de lama mas de odores um pouco piores, muita areia, obstáculos no caminho, água de cima, água de baixo, foram as coisas que tornaram esta volta uma verdadeira voltinha de inverno!
Mesmo com quinze pessoas, foi possível um pequeno tresmalho, onde invocámos novamente a tecnologia para encontrar o grupo. Com tecnologia é muito fácil: O Gonçalo procura onde está o Alex e vamos na direção do Alex. Só que o Alex fez o mesmo e foi procurar o Gonçalo. De repente, a tenologia criou um “sistema circumciclobinário”. Interessante….excepto para os que tiveram de esperar um bocadinho que a brincadeira acabasse.
Quando a volta se aproximou das horas de almoço, começaram antão as trajetórias de retorno a casa.
O Amaro foi o primeiro a aventurar-se pela Apostiça, numa viagem solitária até casa.
Mais à frente, foi a hora dos Papa Trilhos agulharem novamente para casa. No ponto de despedida, a decisão era simples: Para a esquerda era a Caparica, para a direita era Fernão Ferro. Anda faltavam alguns km para poder chegar a casa, estávamos do lado de lá da Apostiça.
Optei por ficar e acompanhar os Pedaleiros de Sintra novamente ao ponto de início, desconhecendo de que ainda faltava muito da volta. Fizemos o circuito que desce para a Fonte da Telha com a consequente subida a ser feita por uns estradões pela encosta. Houve uma altura em que já doía um bocadinho…
Quando chegou a altura de virar para Marisol, o Paulo e o Bruno tinham um barco para apanhar, e optaram por seguir direto para Porto Brandão. Espero que possam ter, finalmente, ligado o motor elétrico das bicicletas, já que fizeram a voltinha em modo “desligado”. Estavam com 100% de bateria, por isso era só carregar no botão!
Já no final da volta dos Pedaleiros de Sintra, o pedido de “sandes de queijo” foi devidamente interpretado, e não era que tínhamos uma surpresa à chegada?

O grupo já era pequeno, por isso tivemos de comer a parte dos amigos que já tinham ido para casa. Um pequeno sacrifício que fazemos pelos amigos. Afinal de contas, temos de ser uns para os outros.
Paulo Alex, para a próxima, pedimos Caldo Verde!
Senti-me duplamente honrado, pelo que expresso aqui o meu enorme agradecimento aos dois grupos: Pela colaboração dos Papa Trilhos nesta surpresa, e pela receção dos Pedaleiros de Sintra que espero terem gostado.
Quanto às métricas da volta, temos múltiplas versões: Temos o meu, provavelmente uma versão híbrida mais extensa, temos a volta dos Papa Trilhos, e temos a volta dos Pedaleiros de Sintra. Já nem pergunto sobre a versão do Paulo e Bruno que ainda andaram a passear lá para os lados de Belém.
Conseguimos desenhar um belo Aranhiço!

A lista dos 15 heróis deste dia:
· Paulo Alex
· Isabel
· Vitor
· Amaro
· Gonçalo
· Palma
· Morais
· Eduardo
· Paulo Ferreira
· Paulo Rodrigues
· Bruno Rodrigues
· Nuno Coelho
· Nuno Rebelo
· João Mateus
· Pedro Santos
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