21 de Abril de 2010, estado da Lua Quarto Crescente, dizem os entendidos que é o período mais favorável para fazer uma caçada aos míticos Gambozinos.
Deste modo alguns Papa Trilhos equipados a rigor, partiram à descoberta destes magníficos bichitos…
Partida às 20h do ponto de encontro habitual. Passadas mais umas ruas juntaram-se a nós os restantes caçadores, determinados pedalamos em direcção (quer dizer eu não sabia muito bem em que direcção iríamos mas o objectivo estava traçado pelos guias da Caçada), ao parque Industrial do Seixal, Nacional 10 e chegamos a alta velocidade ao Centro de Estágio do SLB, (pensei… queres ver que os gambozinos estão ali todos concentrados? !!!!). Contornámos a rotunda e seguimos em direcção à marginal do Seixal. Como estava uma noite agradável para a pratica desportiva, cruzávamo-nos com outros praticantes de várias modalidades.
Como ainda não se tinha avistado nada de novo, houve alguém que resolveu dar alento à caçada, e nada melhor que começar por um som já de muitos conhecido, sim esse mesmo o Puffff… Sr. Alex San furava o pneu traseiro da bike. Câmara de ar trocada sobre o olhar curioso de duas crianças que ali brincavam, seguimos caminho (gambozinos nem vê-los…).
Passando pela Cruz de Pau fomos surpreendidos com varias apitadelas e acenares de mão (pois nem à noite passamos despercebidos) - era a Nelly que se dirigia para o seu local de trabalho! Feitos os cumprimentos e despedidas seguimos rumo a destino incerto.
E eis a grande adrenalina da noite… Gambozinos!!!! Não ainda não, passamos a cancela para entrar na Apostiça, escuro como breu - felizmente que o Rui San tinha uma “gambiarra” pública e seguiu na dianteira. Entre “Olha o buraco, água, lama, areia” rompemos a escuridão e num ou outro momento fez-se silêncio, pouco; pois o Félix queria mesmo era “uivar” (Félix isso é noutra fase da Lua…).
Passando a Quinta da Valenciana e já de regresso a casa eis que… pois é amigos um momento único, visto pela 1ª vez… em tempo real… Gambozino??? Não!!! A 1ª queda da nossa Dora Félix com os sapatinhos de encaixe, estilo é coisa que não lhe falta (e umas nódoas negras provavelmente também não).
Finalizamos assim 36Km de boa disposição, lamento mas dos tais bichinhos permanece o mistério…
Chegado o momento da partida não chovia e parecia que o tempo iria estar como no dia anterior, mas assim não aconteceu.
Partida dada às 09h00 em ponto, com um pequeno percurso pelas ruas da cidade, fazendo estender o grupo de pedalantes por uma longa fila de bike ocupando e dando um colorido diferente em Estremoz.
Saímos da cidade e fomos em direcção ao km 0, logo a seguir à passagem por túnel debaixo da A6, aí ainda tínhamos o terreno em condições, mas com o continuar começámos a ter os primeiros troços mais pesados, mas ainda circulantes ao longo de um sobe e desce, com algumas descidas perigosas que começava a formar vários grupos e a estender ainda mais os participantes pelo percurso.
Passados cerca de 20 a 30 min depois da partida a chuva fazia a sua aparição, e foi uma constante ao longo do percurso, com pausas em breves troços, mas que rapidamente ao pensarmos que não iria chover mais, engano pois sentíamos logo de seguida a sua presença algumas vezes com bastante intensidade condicionando ainda mais o percurso tornando-o ainda mais pesado do que já estava.
Mesmo assim se prosseguiu em direcção a Évoramonte onde os locais estavam na rua a apoiar estes "doidos" à medida que passavam para subirem ao castelo.
Chegados ao castelo depois de uma subida por entre calçada e pedra solta tínhamos um abastecimento e uma mangueira para podermos "limpar" a lama acumulada das nossas bikes.
Subida feita, agora era hora de descer com mais cuidado, terreno escorregadio, lama e no final desta descida tínhamos o 2º controlo.
Aqui já o pessoal dizia, já só faltam 20km fáceis, não sei o que vos dizer, mas fáceis não foram, pois ao entrar nestes últimos 20 km´s foi onde a chuva apareceu com mais intensidade e formou autênticos "rios" de pequenas ribeiras, que os primeiros a passar, passaram sem problemas, mas os restantes e no meu caso cheguei a atravessar em que a água dava pelos joelhos.
Por entre um serpentear entre o imenso arvoredo dos campos agrícolas e herdades na Serra d´Ossa lá fomos em direcção ao regresso a Estremoz, chegou-se à separação dos 2 percursos, ao km 40.
Aqui também havia mais um posto de abastecimento, pequena paragem para recuperar fôlego e regressei ao percurso e um pouco mais à frente começa-se a ver a cidade, só dizia "é já ali", ainda faltavam cerca de 4 km com uma bela subida até às muralhas em calçada e no fim da subida estava o 3º posto de controlo.
Daqui até à meta ainda havia uns degraus para descer e passar o cruzamento que antecedia a recta final sem as preocupações de anos anteriores, com pessoal da organização a controlar a passagem.
Uma nota final, um comentário final à organização desta maratona, excelente mesmo, excelentes marcações, não havia a possibilidade de ninguém se enganar, percurso bem escolhido, pena foi o S. Pedro não ter colaborado.
Maratona com 55km e um acumulado de 1563m












